MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE
2026: O ANO DA "ADAPTAÇÃO" E A NOVA ECONOMIA VERDE
MANAUS (AM) – Se 2025 foi o ano em que o mundo voltou os olhos para a Amazônia com a realização da COP30 em Belém, 2026 começa com um desafio ainda mais pragmático: tirar as promessas do papel e preparar o Brasil para o "novo normal" climático.
Especialistas e cientistas são unânimes: a era de apenas discutir mudanças climáticas acabou. Agora, a pauta é a adaptação. Com eventos extremos (como ondas de calor e chuvas intensas) tornando-se parte da rotina, a palavra de ordem para governos e empresas neste início de ano é "resiliência".
O Que Muda em 2026?
- A Economia Sente o Clima: Não é mais apenas sobre consciência ecológica, é sobre sobrevivência financeira. Neste ano, entra em vigor uma fiscalização mais rígida sobre o "risco climático" nos investimentos. Bancos e seguradoras começam a restringir crédito para empresas que não comprovem práticas sustentáveis reais. O "Greenwashing" (maquiagem verde) está com os dias contados diante das novas regulações do mercado de carbono brasileiro aprovadas no ano passado.
- A Virada da Bioeconomia: Para a região Norte e o agronegócio, a oportunidade está na bioeconomia. Tecnologias que permitem produzir mais sem desmatar ganham escala. O Brasil, que liderou as discussões energéticas em 2025, agora corre para consolidar sua liderança na produção de hidrogênio verde e combustíveis do futuro, vitais para a aviação e transporte marítimo global.
- Cidades Mais Verdes (e Inteligentes): O planejamento urbano enfrenta seu maior teste. Projetos de "cidades esponja" (que absorvem melhor a água das chuvas) e corredores verdes para diminuir a temperatura urbana deixam de ser projetos piloto para virarem necessidade de saúde pública.
O Papel de Cada Um
Enquanto as grandes negociações globais, como o "Pacote de Belém", definem as regras do jogo, a ação individual ganha um novo peso. A sustentabilidade em 2026 passa pelo consumo regenerativo: apoiar produtores locais, reduzir o desperdício de alimentos e exigir transparência das marcas tornou-se o ativismo mais eficaz.